Pesquisas na área petroquímica chegam a um novo tipo de combustível retirado da natureza, denominado Biodiesel e que nada mais é que um combustível alternativo ao diesel, derivado de fontes renováveis e biodegradável. Podendo ser produzido a partir de qualquer fonte de ácidos graxos, além de óleos vegetais ou gorduras animais, utiliza inclusive, várias espécies existentes no Brasil, tais como girassol, soja, amendoim, babaçu, dendê, mamona e outras. Porém nem toda fonte de ácido graxo pode ser utilizada a nível industrial. Do ponto de vista ambiental, os resíduos graxos nos aparecem como matéria prima para a produção de biodiesel. São eles: borras de refinação, matéria graxa dos esgotos, óleos de fritura e etc. Assim, o biodiesel substitui total ou parcialmente o óleo diesel de petróleo em motores estacionários (geradores de calor, eletricidade...) ou em ciclodiesel automotivos (de automóveis, tratores, caminhões...), mas apesar deste ganho ecológico, o consumo da mistura provoca perda de 1,5% na potência do motor.
Etanol x Metanol
Quimicamente, o Biodiesel é resultante de um processo chamado transesterificação que ocorre entre um ácido graxo (óleo) e um álcool (metanol ou etanol) na presença de um catalisador. Essa reação gera como subproduto a glicerina.
No Brasil, esse biocombustível é produzido com metanol, o que significa dizer que não é propriamente renovável, pois é um álcool extraído do petróleo ou do gás natural. Sua preferência deve-se a diminuição dos gastos para os produtores. No entanto, é mais perigoso porque ao entrar em combustão, sua chama fica invisível.
Mas então porque o etanol não é utilizado, sendo que o Brasil é o seu maior produtor mundial? O que acontece é que temos a oportunidade de usá-lo, porém a maior parte das indústrias não tem tecnologia para isso por ter sido desenvolvida no hemisfério Norte, onde o etanol não existia em abundância. A solução seria tropicalizar esta tecnologia já conhecida.
Não é cabível dizer qual álcool é o melhor, pois mesmo entre os experts no assunto, as opiniões são divergentes.
Quimicamente, o Biodiesel é resultante de um processo chamado transesterificação que ocorre entre um ácido graxo (óleo) e um álcool (metanol ou etanol) na presença de um catalisador. Essa reação gera como subproduto a glicerina.
No Brasil, esse biocombustível é produzido com metanol, o que significa dizer que não é propriamente renovável, pois é um álcool extraído do petróleo ou do gás natural. Sua preferência deve-se a diminuição dos gastos para os produtores. No entanto, é mais perigoso porque ao entrar em combustão, sua chama fica invisível.
Mas então porque o etanol não é utilizado, sendo que o Brasil é o seu maior produtor mundial? O que acontece é que temos a oportunidade de usá-lo, porém a maior parte das indústrias não tem tecnologia para isso por ter sido desenvolvida no hemisfério Norte, onde o etanol não existia em abundância. A solução seria tropicalizar esta tecnologia já conhecida.
Não é cabível dizer qual álcool é o melhor, pois mesmo entre os experts no assunto, as opiniões são divergentes.
Biodiesel também é saúde e custa menos
A lei 11.097, elaborada no âmbito do Programa Nacional de Produção e Uso de Biodiesel (PNPB) - projeto interministerial que tem o objetivo de promover a produção e o uso do biodiesel de forma sustentável, com foco na inclusão social e no desenvolvimento regional – implica a obrigatoriedade de adicionar uma mínima quantidade de biodiesel ao óleo diesel comercializado no país, o que implicará numa redução constante da quantidade de diesel, podendo assim, diminuir a dependência ao petróleo. Isso contribuirá ainda para aliviar a poluição atmosférica, visto que contém menores índices de enxofre e outros poluentes, e também para reduzir os gases causadores do efeito estufa, razão pela qual ele vem sido utilizado em países como os Estados Unidos e na Comunidade Européia.
Com o biodiesel, há um grande benefício na saúde pública, pois a poluição pela gasolina ou diesel provoca bronquite, crises de asma, rinite e até câncer no pulmão. A famosa fumaça preta desaparece completamente.
Um exemplo prático aqui no Brasil é a cidade de Curitiba, onde a frota de ônibus do transporte coletivo é movida a biodiesel. Acredita-se que daqui a alguns anos, várias cidades estarão com o biodiesel em suas bombas. Além disso, este combustível não requer um capital alto, ao contrário do que é gasto na refinação de petróleo (embora seja estimado que daqui a algum tempo, seu custo aumente).
A lei 11.097, elaborada no âmbito do Programa Nacional de Produção e Uso de Biodiesel (PNPB) - projeto interministerial que tem o objetivo de promover a produção e o uso do biodiesel de forma sustentável, com foco na inclusão social e no desenvolvimento regional – implica a obrigatoriedade de adicionar uma mínima quantidade de biodiesel ao óleo diesel comercializado no país, o que implicará numa redução constante da quantidade de diesel, podendo assim, diminuir a dependência ao petróleo. Isso contribuirá ainda para aliviar a poluição atmosférica, visto que contém menores índices de enxofre e outros poluentes, e também para reduzir os gases causadores do efeito estufa, razão pela qual ele vem sido utilizado em países como os Estados Unidos e na Comunidade Européia.
Com o biodiesel, há um grande benefício na saúde pública, pois a poluição pela gasolina ou diesel provoca bronquite, crises de asma, rinite e até câncer no pulmão. A famosa fumaça preta desaparece completamente.
Um exemplo prático aqui no Brasil é a cidade de Curitiba, onde a frota de ônibus do transporte coletivo é movida a biodiesel. Acredita-se que daqui a alguns anos, várias cidades estarão com o biodiesel em suas bombas. Além disso, este combustível não requer um capital alto, ao contrário do que é gasto na refinação de petróleo (embora seja estimado que daqui a algum tempo, seu custo aumente).
Nem tudo são flores... ou soja
No país a biodiversidade pode estar comprometida, pois as lavouras de soja estão brigando por espaço com cerrados e florestas. O problema é o investimento: para recuperar 20 milhões de hectares não produtivos gasta-se R$ 40 bilhões, ou seja, ainda é mais barato derrubar área verde. É interessante citarmos também que a longo prazo, a produção intensiva de matérias primas de origem vegetal provoca um esgotamento nos solos, podendo ainda, comprometer a fauna e flora locais, aumentando o risco de erradicação de espécies e também do aparecimento de novos parasit
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No país a biodiversidade pode estar comprometida, pois as lavouras de soja estão brigando por espaço com cerrados e florestas. O problema é o investimento: para recuperar 20 milhões de hectares não produtivos gasta-se R$ 40 bilhões, ou seja, ainda é mais barato derrubar área verde. É interessante citarmos também que a longo prazo, a produção intensiva de matérias primas de origem vegetal provoca um esgotamento nos solos, podendo ainda, comprometer a fauna e flora locais, aumentando o risco de erradicação de espécies e também do aparecimento de novos parasit
Mas um fator positivo é que quando comparado com diesel e gasolina, o etanol e o biodiesel feitos a partir de milho e soja, reduzem a emissão de gases causadores do efeito estufa em até 40%.
No entanto, o etanol de cana-de-açúcar seria mais vantajoso por consumir uma quantidade menor de combustível fóssil e além disso, o milho cria uma competição entre o uso para alimento e para combustível, levando em conta que seu preço já subiu. Segundo o professor José Goldemberg, o biodiesel representa perigo ambiental iminente. “O problema é que ele está sendo produzido a partir da soja. É preciso procurar outras culturas, como dendê ou pinhão-bravo. A soja, ao contrário da cana-de-açúcar, é cultivável na Amazônia. Permitir que o programa seja dependente da soja é um grande perigo”, afirmou.
Biodiesel: menos custo, mais benefício
O biodiesel é o mais indicado no caso brasileiro não somente por criar novas possibilidades de emprego, mas também pelas importações de óleo diesel, que serão reduzidas. Cerca de 17% do diesel utilizado no Brasil é importado. Assim, este biocombustível poderá substituir parte desta importação, causando benefícios na balança comercial do país de forma a garantir qualidade e preços mais competitivos.
No entanto, o etanol de cana-de-açúcar seria mais vantajoso por consumir uma quantidade menor de combustível fóssil e além disso, o milho cria uma competição entre o uso para alimento e para combustível, levando em conta que seu preço já subiu. Segundo o professor José Goldemberg, o biodiesel representa perigo ambiental iminente. “O problema é que ele está sendo produzido a partir da soja. É preciso procurar outras culturas, como dendê ou pinhão-bravo. A soja, ao contrário da cana-de-açúcar, é cultivável na Amazônia. Permitir que o programa seja dependente da soja é um grande perigo”, afirmou.
Biodiesel: menos custo, mais benefício
O biodiesel é o mais indicado no caso brasileiro não somente por criar novas possibilidades de emprego, mas também pelas importações de óleo diesel, que serão reduzidas. Cerca de 17% do diesel utilizado no Brasil é importado. Assim, este biocombustível poderá substituir parte desta importação, causando benefícios na balança comercial do país de forma a garantir qualidade e preços mais competitivos.
Além disso, sabe-se que as reservas de petróleo deverão acabar dentro de 50 anos e com isto, o Brasil terá uma importância estratégica por se acreditar que sozinho, o país poderá abastecer cerca de 60% da demanda mundial de biodiesel para substituição do óleo diesel.
Saiba mais sobre o assunto em: http://brasilbio.blogspot.com/